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Páginas Antigas

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  Páginas Antigas é um resgate de poemas e crônicas que escrevi há tempos atrás. Fragmentos de livros antigos, textos que eu não queria que fossem perdidos no esquecimento.  E o processo de montagem do livro foi muito satisfatório. Embora o estilo de escrita seja bastante diferente do que faço atualmente, ainda consigo me ver em cada palavra ali presente. Há escritos da adolescência (por volta de 2008, 2009 e 2010), e resgatam toda a confusão mental, períodos de depressão. Mas também contém alguns poemas de amor e descobertas.  Há alguns poemas escritos por volta de 2012-2013, marcando uma época em que eu estava mais conectada à natureza.  Muitos foram escritos em 2019, revelando uma época mais sólida e profissional da minha escrita. Percorrendo temas como autoconhecimento, amadurecimento e oposição à fé religiosa.  E há uma pequena parcela de poemas escritos em 2020, marcando uma época mais feliz, com versos mais apaixonados. Enfim, esse livro contém poemas e ...

Julguem-me!

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 " Julguem-me! " é um livro que mistura erotismo, terror, simbolismo. Uma obra um tanto especial para mim. Por alguns motivos: 1- Foi escrito num ano desafiador (2024) onde precisei ser forte. E boa parte dessa força veio da literatura. E o caos, mais uma vez, se transformou em poesia. 2- A obra impressa conta com ilustrações que recebi de presente de duas amigas queridas. A jornada literária contém percalços, mas também conta com altruísmo e trocas sinceras. Os poemas são, em grande parte, inspirados em sentimentos e acontecimentos reais. Lembrando que minha escrita é quase sempre pautada em metáforas e simbolismos. Os elementos obscuros presentes nos poemas raramente devem ser interpretados de forma literal. Eles servem como linguagem simbólica para abordar temas como solidão, intolerância, desejo, trauma, enfrentamento e autoconhecimento. Creio que toda pessoa que ousa pensar por si mesma, enfrentará algum tipo de julgamento. E esse livro fala bastante sobre isso. Focando ...

Gozo Pernicioso: Terror e Putaria

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O título Gozo Pernicioso  resume o conteúdo deste livro. Aqui temos lascívia e volúpia, mas também temos uma série de sensações tensas e sangrentas, tudo mesclado no mesmo caldeirão. ⁣ O livro se encaixa no subgênero e rótico-demoníaco,  mas também flui numa atmosfera experimental, onde há resquícios de várias influências literárias sem pertencer a nenhum estilo específico. ⁣ Gozo Pernicioso  segue uma linha mais sensorial e alucinógena do que lógica. Sonda o onírico, os delírios, as perturbações mentais, o sangue e o orgasmo. Rompe com qualquer moralismo, é desbocado, sujo e profano. ⁣ A maioria dos poemas é inédita, uma pequena parcela já foi vista em outros livros.  "Gozo Pernicioso" é uma ruptura. Rompem-se elos, certezas, medos e censuras. Rompe-se a pele, dando à luz poemas perniciosos e quentes. Foi uma experiência e tanto escrever esse livro. Uma jornada onde a mente estava entorpecida, "alta". Embora seja uma pornografia sombria, o tema principal não é sexo...

À Sombra de uma Lápide: Uma ode à Morte!

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      À Sombra de Uma Lápide é um livro muito especial para mim, e o considero uma das melhores obras do meu catálogo. Ele reúne poesias, contos e microcontos que orbitam uma temática central: a morte. O livro foi escrito em 2020, um ano extremamente produtivo para a minha escrita. Foi uma fase em que eu estava profundamente inspirada e totalmente dedicada à literatura gótica e ao terror. Inicialmente, a ideia era apenas escrever sobre temas obscuros. Porém, a obra pareceu ganhar vida própria. Aos poucos, percebi que a maioria dos poemas falava sobre cemitérios, fantasmas, degeneração, morte e melancolia. Então decidi abraçar essa identidade e permitir que o livro se transformasse em um verdadeiro canto fúnebre. E, acredite, foi uma delícia escrever cada poema, conto e microconto. Muitos deles, inclusive, nasceram da influência de filmes de terror.  Sempre enxerguei uma beleza peculiar nos cemitérios, e este livro me ofereceu a oportunidade de expressar esse fascíni...

A Voz do Brejo: Poesias Góticas

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  A Voz do Brejo marca um momento importante da minha jornada literária: a retomada definitiva da poesia sombria. Durante o Ensino Médio, nas aulas de Literatura, tive meu primeiro contato com o Ultrarromantismo e o Simbolismo. O fascínio foi imediato. Autores como Álvares de Azevedo e Alphonsus de Guimaraens passaram a influenciar profundamente a minha escrita. Naquela época, meus poemas já possuíam um forte teor gótico, embora eu ainda não soubesse definir isso. E ler aqueles autores foi como descobrir que a escuridão presente em minha poesia também podia ser bela. Entretanto, por ter crescido em um ambiente conservador e rígido, eu ainda nutria certa resistência ao meu próprio estilo. No fundo, acreditava que meus poemas eram sombrios demais, tristes demais, inadequados para serem mostrados ao mundo. Por muitos anos, silenciei essa parte obscura que moldava a minha escrita. Mais tarde, cheguei a escrever e publicar livros dos quais me orgulho, mas que não dialogavam plenamente ...

Livro: Carícias no Escuro

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  Carícias no Escuro é um livro de poesias eróticas, com viés romântico. O livro foca na sensualidade que surge em momentos do cotidiano. A maioria dos poemas explora o erotismo de forma intensa e introspectiva. Muitos poemas soam como declarações de amor. É mais sensorial, e menos explícito. Período em que foi escrito : Entre 2019 e 2020. Ano de publicação: 2020. O processo de escrita foi leve e intuitivo. Os poemas nasceram e foram selecionados de maneira espontânea. Entre todas as minhas obras, esta é a que carrega a atmosfera mais tranquila. A inspiração surgiu naturalmente em uma fase em que me permiti explorar com mais liberdade o lado erótico da poesia.  O título, Carícias no Escuro, sugere exatamente isso: o prazer que existe longe dos olhares, sem plateia, sem performance. Não apenas entre corpos, mas também nos pensamentos secretos, na imaginação e no que não precisa ser dito em voz alta.  O livro foi publicado de forma independente, e conta com uma linda diag...

O Simbolismo e sua obscura estética

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  Charles Baudelaire, precursor do Simbolismo . Marcado por temas como morte, pessimismo, misticismo e obscuridade, o Simbolismo foi uma Escola Literária caracterizada pelo resgate dos ideais do Romantismo. Até os dias de hoje, causa profundo fascínio nos amantes da literatura sombria. Neste artigo, aprenderemos um pouco mais sobre esse movimento literário.⁣ Surgimento e principais autores   O Simbolismo surgiu na França, no final do século XIX. Numa época em que prevalecia o positivismo, racionalismo e objetividade do Realismo e Naturalismo, os autores simbolistas se opuseram a tudo isso. Com ideais românticos e subjetivos, eles rejeitaram as ideias dos movimentos literários anteriores. ⁣⁣⁣ Na Europa, o escritor Charles Baudelaire é considerado o precursor do movimento simbolista, com sua obra "As Flores do Mal". Já no Brasil, o simbolismo começou em 1893, com Cruz e Sousa , e seus livros "Missal" e "Broquéis". ⁣⁣⁣ Entre os principais autores do moviment...

O Trovadorismo: A Polêmica Literatura Medieval

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  O Trovadorismo foi a primeira das Escolas Literárias. Teve início na Europa, na Idade Média. Caracterizado pela união da poesia e da música, esse movimento literário produziu as cantigas trovadorescas, classificadas como sendo de amor, de amigo, de escárnio e de maldizer. ⁣⁣⁣⁣  Na Idade Média (476 - 1453), a sociedade estava dividida entre clero, nobreza e o povo. A Igreja Católica exercia total domínio do Ocidente, era detentora da força político-religiosa. Por isso, predominava o teocentrismo (a ideia de que Deus é o centro de tudo). ⁣⁣⁣⁣  O domínio da Igreja e o teocentrismo influenciaram muito o Trovadorismo. Nas cantigas de amigo, por exemplo, o amor espiritual é retratado como inatingível.⁣⁣⁣⁣  Naquela época, a maioria das pessoas era analfabeta, e pouquíssimos tinham acesso à educação. Sendo assim, aliar a literatura à música era um excelente recurso! Ficava bem mais fácil memorizar e levar os poemas trovadorescos a todos os lugares e pessoas.⁣⁣⁣  As c...

Quem foram os Poetas Malditos

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Origem do termo "Poetas Malditos":⁣ ⁣ A expressão foi usada pela primeira vez pelo autor dramático, Alfred de Vigny, que a utilizou em 1832 na sua peça dramática Stello, onde se refere aos poetas como "la race toujours maudite par les puissants de la terre" ("a raça sempre maldita para os poderosos da terra").⁣ ⁣ Entretanto, o termo popularizou-se a partir da numa série de artigos dos anos de 1884-1888, do escritor Paul Verlaine intitulado " Les poètes maudits " (Os poetas reprovados), no "Boletim Lutèce". ⁣ ⁣ Tais poetas eram considerados malditos pela sua postura polemista, e tendiam a sofrer grande resistência nos meios culturais.⁣ Principais autores e características⁣ ⁣ O Simbolismo (movimento literário) foi o berço da poesia maldita. E vê-se na obra de escritores como Rimbaud, Mallarmé ou Baudelaire e Cruz e Sousa, um gosto pela perversão, pelo sinistro, elementos místicos, degradação moral, espiritualidade e obscuridade. ⁣Nota-se ...